terça-feira, setembro 30, 2003
uma mulher acaba de me chamar filhotinha. filhotinha... detesto que me chamem filha, f'ia, e muito menos filhotinha! mas acham que sou o quê? uma miúda de liceu? a tipa deveria, no mínimo, chamar-me se minha senhora...! porra! deve ser quase uma década mais velha que ela... e senão... tenho pelo menos mais duas décadas de escolaridade em cima! (lá estou eu com este meu esquerdismo-caviar). juro que este será o meu último ano sem sapatos de salto... este ano locomoverei-me no cimo de saltos tipo agulha, com o mínimo de 10 cms... porra!
hoje descobri um blog diferente. diferente dos outros por onde me costumava passear virtualmente. é um blog diferente: não tem o propósito de expor opiniões de opinion makers (é redundante, eu sei, mas intenção é mesmo essa), não deseja espelhar a inteligência inquestionável de alguém, ou a sua pertinácia verrinosa. carece de convicções políticas. é, por isso, um blog simples, discreto, agradável. é bonito pelo seu conteúdo, que pode ou não agradar ou interessar a todos. tem um propósito, um objectivo. não pretende ser uma peça literária, e chega mesmo a ter uma linguagem profissional, informal, quase seca... à excpção de uns desenhos, comoventes, inocentes, bonitos.
enquanto me passeava por estes blogs, senti-me quase sufocada pelas magnas opiniões, as brilhantes sugestões, os esclarecedores comentários e os entusiasmados discursos dos seus utilizadores. é muita informação, ninguém consegue absorver aquilo tudo. sozinhos ou em grupo, eles invadem o espaço virtual e são seguidos por legiões de fãs, que já não conseguem iniciar o seu dia sem ler o último post do(s) seu(s) blog(s) preferido(s). os fãs devem ler os posts enquanto mexem o café, quase com a mesma atenção que dedicam à espreitadela horária ao sítio do público. confesso que estes homens e mulheres me inibem um bocadinho, porque também os imagino a vaguear por aqui e por ali, seguindo os seus ratos, e a dar de caras (vá-se lá saber como!) com os meus modestos e frequentemente histéricos escritos... e não sei se me apetece... se me apetece que eles me leiam assim (que presunção, pensarão todos vocês... tb acho que sim - que presunçosa, susa! não te fica bem... mas não é bem presunção: é mais receio!).
descobri ainda que existe uma lista... uma lista, com um top 25, com inbounds (que é isto?), com números, com outbounds... veio-me logo à cabeça a imagem do top mais, e dos partenaires que o apresentam, jovens, bonitos, cools. daqui a uns tempos, começaremos a assistir na sic radical ou em qualquer outra coisa parecida um top mais dos blogs e espantaremo-nos por o abrupto estar em primeiro lugar há já tanto tempo... e lembraremos o tempo que o stevie wonder esteve na posição cimeira com aquela linda melodia: i just call to say i love. e desesperaremos...
enquanto me passeava por estes blogs, senti-me quase sufocada pelas magnas opiniões, as brilhantes sugestões, os esclarecedores comentários e os entusiasmados discursos dos seus utilizadores. é muita informação, ninguém consegue absorver aquilo tudo. sozinhos ou em grupo, eles invadem o espaço virtual e são seguidos por legiões de fãs, que já não conseguem iniciar o seu dia sem ler o último post do(s) seu(s) blog(s) preferido(s). os fãs devem ler os posts enquanto mexem o café, quase com a mesma atenção que dedicam à espreitadela horária ao sítio do público. confesso que estes homens e mulheres me inibem um bocadinho, porque também os imagino a vaguear por aqui e por ali, seguindo os seus ratos, e a dar de caras (vá-se lá saber como!) com os meus modestos e frequentemente histéricos escritos... e não sei se me apetece... se me apetece que eles me leiam assim (que presunção, pensarão todos vocês... tb acho que sim - que presunçosa, susa! não te fica bem... mas não é bem presunção: é mais receio!).
descobri ainda que existe uma lista... uma lista, com um top 25, com inbounds (que é isto?), com números, com outbounds... veio-me logo à cabeça a imagem do top mais, e dos partenaires que o apresentam, jovens, bonitos, cools. daqui a uns tempos, começaremos a assistir na sic radical ou em qualquer outra coisa parecida um top mais dos blogs e espantaremo-nos por o abrupto estar em primeiro lugar há já tanto tempo... e lembraremos o tempo que o stevie wonder esteve na posição cimeira com aquela linda melodia: i just call to say i love. e desesperaremos...
ETELVINA
Etelvina com seis meses já se tinha de pé
foi deixada num cinema depois da matinée
com um recado na lapela que dizia assim
quem tomar conta de mim
quem tomar conta de mim
saiba que fui vacinada
saiba que sou malcriada
Etelvina com dezasseis anos já conhecia
todos os reformatórios da terra onde vivia
entregaram-na a uma velha que ralhava assim
ai menina sem juízo
nem mereces um sorriso
vais acabar num bueiro
sem futuro nem dinheiro
Eu durmo sozinha à noite
vou dormir à beira rio à noite à noite
acocorada com o frio à noite à noite
Etelvina era da rua como outros são do campo
sua cama era um caixote sem paredes nem tampo
sua janela uma ponte que dizia assim
dentro das minhas cidades
já não sei quem é ladrão
se um que anda fora das grades
se outro que está na prisão
Etelvina só gostava era de andar pela cidade
a semear desacatos e a colher tempestade
a meter com os ricaços a dizer assim
você que passa de carro
ferre aqui a ver se eu deixo
venha cá que eu já o agarro
dou-lhe um pontapé no queixo
Eu durmo sozinha à noite ...
Etelvina já cansada de viver sem ninguém
a não ser de vez em quando amores de vai e vem
pôs um anúncio no jornal que dizia assim
mulher desembaraçada
quer viver com alma irmã
de quem não seja criada
de quem não seja mamã
Etelvina já sabia que não ia encontrar
nem um príncipe encantado nem um lobo do mar
só alguém com quem pudesse dizer assim
o amor já não é cego
abre os olhinhos à gente
faz lutar com mais apego
a quem quer vida diferente
O seu homem encontrou-o à noite
a dormir à beira rio à noite à noite
acocorado com o frio à noite à noite
Sérgio Godinho - À Queima Roupa
1974
Etelvina com seis meses já se tinha de pé
foi deixada num cinema depois da matinée
com um recado na lapela que dizia assim
quem tomar conta de mim
quem tomar conta de mim
saiba que fui vacinada
saiba que sou malcriada
Etelvina com dezasseis anos já conhecia
todos os reformatórios da terra onde vivia
entregaram-na a uma velha que ralhava assim
ai menina sem juízo
nem mereces um sorriso
vais acabar num bueiro
sem futuro nem dinheiro
Eu durmo sozinha à noite
vou dormir à beira rio à noite à noite
acocorada com o frio à noite à noite
Etelvina era da rua como outros são do campo
sua cama era um caixote sem paredes nem tampo
sua janela uma ponte que dizia assim
dentro das minhas cidades
já não sei quem é ladrão
se um que anda fora das grades
se outro que está na prisão
Etelvina só gostava era de andar pela cidade
a semear desacatos e a colher tempestade
a meter com os ricaços a dizer assim
você que passa de carro
ferre aqui a ver se eu deixo
venha cá que eu já o agarro
dou-lhe um pontapé no queixo
Eu durmo sozinha à noite ...
Etelvina já cansada de viver sem ninguém
a não ser de vez em quando amores de vai e vem
pôs um anúncio no jornal que dizia assim
mulher desembaraçada
quer viver com alma irmã
de quem não seja criada
de quem não seja mamã
Etelvina já sabia que não ia encontrar
nem um príncipe encantado nem um lobo do mar
só alguém com quem pudesse dizer assim
o amor já não é cego
abre os olhinhos à gente
faz lutar com mais apego
a quem quer vida diferente
O seu homem encontrou-o à noite
a dormir à beira rio à noite à noite
acocorado com o frio à noite à noite
Sérgio Godinho - À Queima Roupa
1974
importa-se de repetir, por favor...
in Público de hoje
ha! duas miúdas de 14 anos conspiraram para matar o rei de marrocos... coitadinho! à mercê das mãos sanguinárias dessas duas rapariguitas malvadas...!
Três Adolescentes Marroquinas Acusadas de "Conspiração Contra o Rei"
Terça-feira, 30 de Setembro de 2003
O tribunal de Rabat preparava-se ontem para retomar o processo de três adolescentes marroquinas, onde se incluem duas irmãs gémeas com 14 anos, sob as quais recaem graves acusações, com destaque para a tentativa de "organização de uma conspiração contra o rei" Mohammed VI e planificação de "ataques-suicidas" contra o Parlamento.
As gémeas, que comparecem em companhia de uma terceira menor, vão ser julgadas com um grupo de 20 presumíveis integristas, com idades entre os 22 e os 32 anos, todos implicados no projecto de atentado contra um supermercado em Suissi, um bairro residencial da capital que vende bebidas alcoólicas, e ainda numa "conspiração" de contornos muito vagos "contra a pessoa do rei e a família real".
Numa confirmação sobre a especificidade deste caso, as autoridades marroquinas decidiram que as três adolescentes vão ser julgadas à margem dos restantes suspeitos, que segundo a polícia estão envolvidos na "conspiração". De acordo com a AFP, os processos vão decorrer à porta fechada.
As três raparigas foram detidas no início de Setembro, e as autoridades policiais dizem ter sido alertadas após as três raparigas solicitarem ao imã local que sancionasse as supostas acções terroristas. As três jovens terão sido detidas "apenas alguns dias antes" da concretização do suposto regicídio.
Segundo refere o correspondente da BBC em Rabat, este processo está a originar reacções contraditórias, com diversos sectores da sociedade marroquina a apontá-lo como uma confirmação da séria ameaça do islamismo radical no país. Estas prisões inserem-se numa vasta campanha contra os sectores islamistas radicais marroquinos após a aprovação de uma nova lei anti-terrorista, justificada pelos atentados de Maio passado em Casablanca que vitimaram 45 pessoas, incluindo 12 bombistas-suicidas.
No entanto, diversos sectores também questionam a capacidade de três adolescentes de origem humilde em organizar a audaciosa acção de que são acusadas. Diversos "media" têm publicado reportagens sobre a vida de Imane e Sanae al Ghariss, as duas gémeas "terroristas" que nasceram em 1989 de "pai desconhecido", foram remetidas "à mendicidade" nas ruas de Rabat e que, segundo alguns testemunhos, "ficaram fascinadas" com os atentados de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos.
P. C. R.
Terça-feira, 30 de Setembro de 2003
O tribunal de Rabat preparava-se ontem para retomar o processo de três adolescentes marroquinas, onde se incluem duas irmãs gémeas com 14 anos, sob as quais recaem graves acusações, com destaque para a tentativa de "organização de uma conspiração contra o rei" Mohammed VI e planificação de "ataques-suicidas" contra o Parlamento.
As gémeas, que comparecem em companhia de uma terceira menor, vão ser julgadas com um grupo de 20 presumíveis integristas, com idades entre os 22 e os 32 anos, todos implicados no projecto de atentado contra um supermercado em Suissi, um bairro residencial da capital que vende bebidas alcoólicas, e ainda numa "conspiração" de contornos muito vagos "contra a pessoa do rei e a família real".
Numa confirmação sobre a especificidade deste caso, as autoridades marroquinas decidiram que as três adolescentes vão ser julgadas à margem dos restantes suspeitos, que segundo a polícia estão envolvidos na "conspiração". De acordo com a AFP, os processos vão decorrer à porta fechada.
As três raparigas foram detidas no início de Setembro, e as autoridades policiais dizem ter sido alertadas após as três raparigas solicitarem ao imã local que sancionasse as supostas acções terroristas. As três jovens terão sido detidas "apenas alguns dias antes" da concretização do suposto regicídio.
Segundo refere o correspondente da BBC em Rabat, este processo está a originar reacções contraditórias, com diversos sectores da sociedade marroquina a apontá-lo como uma confirmação da séria ameaça do islamismo radical no país. Estas prisões inserem-se numa vasta campanha contra os sectores islamistas radicais marroquinos após a aprovação de uma nova lei anti-terrorista, justificada pelos atentados de Maio passado em Casablanca que vitimaram 45 pessoas, incluindo 12 bombistas-suicidas.
No entanto, diversos sectores também questionam a capacidade de três adolescentes de origem humilde em organizar a audaciosa acção de que são acusadas. Diversos "media" têm publicado reportagens sobre a vida de Imane e Sanae al Ghariss, as duas gémeas "terroristas" que nasceram em 1989 de "pai desconhecido", foram remetidas "à mendicidade" nas ruas de Rabat e que, segundo alguns testemunhos, "ficaram fascinadas" com os atentados de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos.
P. C. R.
in Público de hoje
ha! duas miúdas de 14 anos conspiraram para matar o rei de marrocos... coitadinho! à mercê das mãos sanguinárias dessas duas rapariguitas malvadas...!
segunda-feira, setembro 29, 2003
You Can't Always Get What You Want
(Jagger/Richards)
I saw her today at the reception
A glass of wine in her hand
I knew she was gonna meet her connection,
At her feet was her foot-loose man.
And you can't always get what you want,
Honey, you can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometime, yeah,
You just might find you get what you need!
We went down to the demonstration to get our fair share of abuse,
Singing, "We gonna vent our frustration"
If we don't we'll blow a fifty amp fuse
So, I went to the Chelsea Drugstore to get your prescription filled
I was standing in line with my friend, Mr. Jimmy
And man, did he look pretty ill
We decided that we would have a soda,
My fav'rite flavor was cherry red
I sing this song to my friend, Jimmy,
And he said one word to me and that was "dead"
And you can't always get what you want, honey
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometime, yeah,
You just might find you get what you need!
I saw her today at the reception
In her glass was a bleeding man
She was practised at the art of deception,
I could tell by her blood-stained hands
And you can't always get what you want, honey
You can't always get what you want
You can't always get what you want,
But if you try sometime, yeah,
You just might find you get what you need!
And you can' always get what you want, honey,
You can't always get what you want,
You cant always get what you want,
But if you try sometime, yeah,
You just might find you get what you need!
esta é uma das minha músicas preferidas. por acaso (ou talvez não) é dos rolling stones. tocaram-na no concerto. embora a tenha cantado aos berros, na realidade ouvia dentro da minha cabeça a versão do filme "Os Amigos de Alex" (um dos meus filmes preferidos), tocado em órgão de igreja e com vozes de coro... arrepia-me os cabelinhos da nuca só de pensar na cena do cemitérios ao som da música. também me lembro que havia um programa de rádio, penso que na rfm, que tinha esta versão da música no spot de apresentação.

de facto... qual o limite de amor, sexo, humor e amizade para cada pessoa?
(Jagger/Richards)
I saw her today at the reception
A glass of wine in her hand
I knew she was gonna meet her connection,
At her feet was her foot-loose man.
And you can't always get what you want,
Honey, you can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometime, yeah,
You just might find you get what you need!
We went down to the demonstration to get our fair share of abuse,
Singing, "We gonna vent our frustration"
If we don't we'll blow a fifty amp fuse
So, I went to the Chelsea Drugstore to get your prescription filled
I was standing in line with my friend, Mr. Jimmy
And man, did he look pretty ill
We decided that we would have a soda,
My fav'rite flavor was cherry red
I sing this song to my friend, Jimmy,
And he said one word to me and that was "dead"
And you can't always get what you want, honey
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometime, yeah,
You just might find you get what you need!
I saw her today at the reception
In her glass was a bleeding man
She was practised at the art of deception,
I could tell by her blood-stained hands
And you can't always get what you want, honey
You can't always get what you want
You can't always get what you want,
But if you try sometime, yeah,
You just might find you get what you need!
And you can' always get what you want, honey,
You can't always get what you want,
You cant always get what you want,
But if you try sometime, yeah,
You just might find you get what you need!
esta é uma das minha músicas preferidas. por acaso (ou talvez não) é dos rolling stones. tocaram-na no concerto. embora a tenha cantado aos berros, na realidade ouvia dentro da minha cabeça a versão do filme "Os Amigos de Alex" (um dos meus filmes preferidos), tocado em órgão de igreja e com vozes de coro... arrepia-me os cabelinhos da nuca só de pensar na cena do cemitérios ao som da música. também me lembro que havia um programa de rádio, penso que na rfm, que tinha esta versão da música no spot de apresentação.

de facto... qual o limite de amor, sexo, humor e amizade para cada pessoa?
sexta-feira, setembro 26, 2003
pronto... estou comovida até às lágrimas.
(agora vou ser como a minha mãe) eu também te amo, mana!
é tão bom ter estes sentimentos parolos e idiotas quando se tem uma irmã assim... uma alma gémea! (apetecia-me estar com o meu braço por cima dos ombros dela e que o braço dela estivessem por cima dos meus ombros :)
lá vou eu a saltitar duplamente para casa!
(agora vou ser como a minha mãe) eu também te amo, mana!
é tão bom ter estes sentimentos parolos e idiotas quando se tem uma irmã assim... uma alma gémea! (apetecia-me estar com o meu braço por cima dos ombros dela e que o braço dela estivessem por cima dos meus ombros :)
lá vou eu a saltitar duplamente para casa!
hoje vim trabalhar. despachei o que tinha a despachar antes das quatro. agora espero. espero. espero. espero pelo polvo e as suas correcções exaustivas mas pouco inteligentes. ele gosta muito de incutir o seu cunho em tudo... rica, escreve por cima, altera vírgulas, volta a corrigir, olha de longe, semicerra os olhos e ao fim de horas de espera, dá o seu trabalho por terminado.
hoje o desespero apoderou-se de nós, os juniores, como o polvo tanto gosta dizer. houve gargalhadas histéricas na cozinha, troca de emails desesperados, caretas, olhares de lado, desinteresse total. qualquer dia, qualquer dia damos os grito do ipiranga e vamos embora... todos, qual multidão revolucionária, operariado descontente e massa estudantil acéfala (tenho uma terrível inveja dos universitários por isso dá-me um especial prazer insultá-los).
é sexta-feira. é o que me vale... esta semana já não aguentava muito mais. tenho vontade de partir as fuças a alguém... estou a tornar-me uma mulher violenta... ando sempre com esgares de desprezo estampados na cara. estou farta. farta. farta. farta. farta.
sou uma chata com esta conversa de merda, não sou?
hoje o desespero apoderou-se de nós, os juniores, como o polvo tanto gosta dizer. houve gargalhadas histéricas na cozinha, troca de emails desesperados, caretas, olhares de lado, desinteresse total. qualquer dia, qualquer dia damos os grito do ipiranga e vamos embora... todos, qual multidão revolucionária, operariado descontente e massa estudantil acéfala (tenho uma terrível inveja dos universitários por isso dá-me um especial prazer insultá-los).
é sexta-feira. é o que me vale... esta semana já não aguentava muito mais. tenho vontade de partir as fuças a alguém... estou a tornar-me uma mulher violenta... ando sempre com esgares de desprezo estampados na cara. estou farta. farta. farta. farta. farta.
sou uma chata com esta conversa de merda, não sou?
quarta-feira, setembro 24, 2003
Eu sei que vou te amar
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua, eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta tua ausência me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
vinicius de moraes
já era noite. ou anoitecia. estava no carro, ouvia esta música. tinha-a gravado durante um agosto que passei a trabalhar. nunca senti tanto uma música como nesse momento. sentia a minha mão na mão do manel, olhava para ele enquanto a estrada descorria à nossa frente. ele voltava de longe, muito longe... um longe de dias, de minutos, de segundos, não de espaços, de distâncias. nunca senti tanto uma música como nesse momento...
por toda a minha vida, eu vou-te amar
desesperadamente
eu sei que vou te amar
a cada tua ausência, eu vou chorar
eu sei que vou sofrer
a eterna desventura de viver
à espera de viver ao lado teu
por toda a minha vida
...nem como agora.
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua, eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta tua ausência me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
vinicius de moraes
já era noite. ou anoitecia. estava no carro, ouvia esta música. tinha-a gravado durante um agosto que passei a trabalhar. nunca senti tanto uma música como nesse momento. sentia a minha mão na mão do manel, olhava para ele enquanto a estrada descorria à nossa frente. ele voltava de longe, muito longe... um longe de dias, de minutos, de segundos, não de espaços, de distâncias. nunca senti tanto uma música como nesse momento...
por toda a minha vida, eu vou-te amar
desesperadamente
eu sei que vou te amar
a cada tua ausência, eu vou chorar
eu sei que vou sofrer
a eterna desventura de viver
à espera de viver ao lado teu
por toda a minha vida
...nem como agora.
A rosa de Hiroxima
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
poesia de vinicius de moraes, cantada pela maravilhosa voz do ney matogrosso.
confessem que já estão a cantarolar mentalmente esta linda musica... eu só de me lembrar, fico toda arrepiada.
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
poesia de vinicius de moraes, cantada pela maravilhosa voz do ney matogrosso.
confessem que já estão a cantarolar mentalmente esta linda musica... eu só de me lembrar, fico toda arrepiada.
terça-feira, setembro 23, 2003
segunda-feira, setembro 22, 2003
fui a uma discoteca no sábado. a uma, não... a duas. ao tóquio e ao jamaica. bebi demais e no jamaica sentia-me cair, desequilibrada, sem um ponto claro de gravidade. escorregou-me uma garrafa de cerveja quase cheia para o chão (mas isso em mim é normal... não é a primeira vez que me acontece) e lembro-me de ouvir o marco a dizer-me, com os seus olhos redondos "não bebas mais, susana...". não bebi mais mas continuei bêbeda. saltava para cima do manel, tentava trepar para cima dele, sujei-lhe as calças. à saída, já depois das 6 da manhã, olhei para os meus pés. as unhas estavam pretas, os pés sarapintados de sujidade escura. não, os meus não eram uns pés sexys quando me deitei na cama quase lavada de véspera. adormeci com a imagem dos meus pés, a sentir falta do manel ao meu lado, a interrogar-me sobre onde ele andaria. não o senti deitar-se ao meu lado, não o vi olhar para mim. mas imagino. gosto de imaginá-lo a olhar para mim, meia bebida, com os pés sujos, deitada na cama.




